10 canções fundamentais de Luiz Gonzaga

O gênio Luiz Gonzaga nos deixou há 30 anos, no dia 2 de agosto de 1989. E em homenagem ao Rei do Baião, a zelig convidou os músicos Guto Gevaerd e Caio Marques para selecionarem as 10 músicas mais importantes de sua discografia. Daí, saiu essa lista fundamental que publicamos aqui:

1. Pagode russo

Num sonho, Gonzaga se vê num frevo em Moscou. O refrão “Não fica cossaco fora” faz sucesso em 10 de cada 10 baiões Brasil afora.


2. Que nem jiló

Uma das mais belas odes à saudade da mulher amada. “Saudade assim faz roer / Amarga que nem jiló”.


3. 17 e setecentos

Uma das canções mais divertidas da história da música brasileira. Um pequeno quiprocó na hora troco, ainda nos tempo dos mil réis, dá origem ao refrão: “Mas se eu lhe dei vinte mil réis / Prá pagar três e trezentos / Você tem que me voltar / Dezesseis e setecentos!” Dizem as más línguas que esta é a música preferida do ministro Paulo Guedes.


4. Uma pra mim uma pra tu

Guri novo quando chega no baile e vê o salão cheio: “Cumpadre olha quanto murundú. / Tem muié no salão de todo jeito. / Mas vamo repartir direito, uma pra mim outra pra tu.”


5. Xote das meninas

O refrão mais famoso de Luiz Gonzaga narra o drama de todo pai quando a filha deixa de ser menina e se descobre mulher: “De manhã cedo já tá pintada / Só vive suspirando, sonhando acordada / O pai leva ao doutor a filha adoentada / Não come nem estuda, não dorme nem quer nada… / Ela só quer, só pensa em namorar”


6. Respeita Januário

Em 1946, Luiz Gonzaga voltava pela primeira vez à sua cidade natal, Exu (PE), de onde saiu em 1930 brigado com os pais. A música narra o reencontro com o pai, Januário.


7. 17 légua e meia

Não há tem distâncias para o amor. Nem para o forró.


8. Vem morena

Quem resiste a uma morena requebrante e com gosto temperado “dos tempero do amor”


9. Asa branca

Obra prima do cancioneiro nacional, composta em parceria com Humberto Teixeira. É até hoje a música mais gravada do repertório brasileiro. A letra tem como tema a seca no sertão nordestino, tão massacrante a ponto de fazer migrar a asa-branca — Patagioenas picazuro, a ave-símbolo da caatinga.


10. Vida de viajante

Assim como Asa Branca, trata da vida de retirante dos migrantes nordestinos pelo Brasil e da saudade da terra natal.


**** BÔNUS ****

A zelig também faz questão de citar uma de nossas canções preferidas: Riacho do Navio fala sobre as origens do Rio São Francisco – o Velho Chico. “Ah! se eu fosse um peixe / Ao contrário do rio / Nadava contra as águas / E nesse desafio / Saía lá do mar pro Riacho do Navio”.